Wednesday, 12 November 2014

VAI UMA CORRIDA?

Após a agitação dos primeiros dias, as coisas finalmente já estão a normalizar. Estamos a criar a nossa rotina e a sentir-nos mais adaptados de dia para dia.
E, no meu caso, o processo de adaptação não ficaria completo sem as minhas corridas. E aqui as regras terão de ser diferentes. Afinal, estou bem longe do suposto clima temperado de Portugal.

A primeira adaptação tem a ver com o equipamento. Aqui não posso correr de calções nem usar roupa ligeira. Por estes dias, a temperatura máxima que aqui temos corresponde à temperatura mínima do Porto. Ou seja, isto aqui é frio! Agora corro com leggings, bem quentinhos. E em vez de usar apenas uma t-shirt, preciso também de uma camisola de manga comprida ou de um corta-vento. Por vezes, impermeável com capuz. E vai chegar a altura em que o frio vai ser tanto (afinal, ainda não chegou o Inverno...) que vou precisar de gorro e luvas.

A segunda adaptação tem a ver com o horário em que vou correr. Em Portugal, costumava correr ao final da tarde. Aqui, não pode ser. Primeiro porque anoitece muito cedo e fica mesmo escuro. Às 16h30 já é noite e já está toda a gente a pensar em ir para casa. Depois porque eu ainda revelo algumas dificuldades no complexo processo de atravessar a rua (olho quase sempre para o lado errado; qualquer dia o meu cérebro há-de habituar-se). E isso combinado com o escuro iria certamente resultar em atropelamento. Então, o melhor é correr pela fresquinha, expressão que aqui faz todo o sentido, já que não há nada como sair à rua de manhã o sentir um ar tão fresquinho que nos congela de imediato.

Então, como sinto tanto frio tenho tendência a começar logo a correr em alta velocidade, o que depois se revela um erro, pois os músculos estão tão contraídos com o frio que não querem, nem conseguem mexer-se. Então, a terceira adaptação terá de ser: fazer um aquecimento inicial mais cuidadoso, ainda dentro de casa. O corpo ressente-se com o frio e sinto mais dores articulares e as minhas queridas contraturas tendem a piorar. Por isso, por estes lados é ainda mais importante investir no aquecimento e, no final da corrida, numa boa série de alongamentos.

Por aqui existem muitos parques, mesmo muitos. Mas ainda não experimentei correr em parques. Correr na rua é bastante fácil. Os passeios são largos, os automobilistas não me tentam atropelar (como faziam em Portugal) e as ruas são relativamente planas e asfaltadas. Não há o perigo de correr em ruas de paralelos (ou empedrado), como acontecia em São Pedro de Avioso, essa bela localidade. 
De referir que, como aqui chove muito, a relva dos parques está sempre molhada e um pouco lamacenta. O piso fica mole. Ainda terei de me habituar a correr assim. E alguns parques são enormes. Tenho de os explorar para encontrar os melhores percursos. Mas tudo a seu tempo. 

Para já, ainda não encontrei muitos corredores por aqui. Acho que o frio anda a assustar muita gente. Vou passando por um ou dois. Mas vou estar alerta.

Quanto à chuva, até ao momento, não me impediu de correr. Por cá chove com muita frequência, sim. Mas é chuva fraca. Não é como em Portugal que, quando chove, é quase sempre um dilúvio. Por isso, acho que a chuva não será grande barreira. Ainda verei como será quando chegar a neve. Acho que vou ter de correr com uma mantinha pelas costas.

A ver vamos se dá para fazer umas maratonas por aqui. 







2 comments:

  1. Como prenda de natal, um conjunto de: lanterna daquelas de por na cabeça, gorro, luvas e sapatilhas com leds... ahhh e o reflector! :D
    E no fim pões uma estrelinha no topo do gorro e tás pronta para correr à noite... :p

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  2. Já só me falta aprender a atravessar a rua como deve ser...

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